
Parabéns, se é um dos poucos que optaram por executar um testamento. Assegurou alguma paz de espírito, mas lembre-se que a vida está sempre a mudar, e como resultado, deve sempre lembrar-se de alterar o seu testamento regularmente para reflectir a mudança de circunstâncias.
Quando devo alterar o meu testamento?
Se casar
Se tiver filhos
Se se divorciar
Se tiver uma mudança na sua circunstância financeira (para melhor ou para pior)
Como é que o casamento afecta o meu testamento?
Se for cidadão Britânico, um casamento subsequente invalida por completo o seu testamento. Se não executar um novo testamento, será considerado com tendo morrido sem testamento e as regras da sucessão sem testamento aplicar-se-ão à sua sucessão. Se casar após executar o seu testamento, é crucial que execute um novo testamento.
Como é que ter filhos afecta o meu testamento?
Isto não afecta automaticamente a validade do testamento existente, mas é importante rever o seu testamento se deseja providenciar aos seus filhos.
Como é que o divórcio tem impacto no meu testamento?
O divórcio tem o efeito de invalidar qualquer disposição feita a favor do seu ex-cônjuge. Se tiver nomeado o seu ex-cônjuge como testamenteiro, esta nomeação falhará. Se tiver feito alguma doação ao seu ex-cônjuge, esta doação falhará e poderá entrar numa situação de sucessão sem testamento. Deve, por isso, rever o seu testamento para assegurar que não surgirá nenhuma questão de sucessão sem testamento.
Como é que a mudança na situação financeira influencia o meu testamento?
Quer a sua situação melhore muito, ou se encontre a sofrer grandes perdas financeiras, é sempre aconselhável rever os termos do seu testamento quando a sua situação económica muda. Poderá ser necessário aconselhamento de planeamento fiscal e agir em conformidade, ou mudar os beneficiários do seu testamento para reflectir a sua actual situação económica. O seu testamento deve, por isso, acompanhar sempre as mudanças que aconteçam na sua vida.
Vicky Rodrigues - Neville de Rougemont & Associados
vrodrigues@ndr.pt
Como Benjamin Franklin uma vez disse: “Neste mundo nada é certo, excepto a morte e os impostos”.
Por isso, surpreende-me sempre que tão poucas pessoas parem para pensar sobre o que acontece aos seus bens - tão difíceis de ganhar - depois de morrerem, e preferem, em vez disso, enterrar a cabeça na areia.
Um testamento bem elaborado é um instrumento de planeamento poderoso, que lhe permite fazer o seguinte:
Proteger a sua família através de provisões que vão de encontro às suas necessidades financeiras futuras.
Minimizar impostos que possam reduzir o tamanho do seu património.
Designar um testamenteiro experiente que seja capaz de assegurar que os seus desejos são levados a cabo.
Designar um tutor de confiança para os seus filhos menores.
Prover por algumas necessidades especiais de algum membro específico da família.
Incluir doações para instituições de solidariedade social.
Assegurar a paz de espírito de saber que a sua família e outras pessoas receberão de acordo com os seus desejos expressos.
A necessidade de colocar a caneta no papel e certificar-se que os seus últimos desejos ficam devidamente registados é ainda maior para grupos específicos, que necessitam de assegurar que será executado um testamento válido:
Pessoas solteiras.
Pessoas com um(a) parceiro(a).
Pessoas que tenham voltado a casar sendo que há filhos de um casamento anterior.
Aqueles que desejam beneficiar alguém que não seja um familiar directo, ou desejam beneficiar instituições de solidariedade social.
Não o adie até que seja tarde mais; uma vez feito, tem de certo assegurada alguma paz de espírito.